Li algo interessante nesse site http://www.contioutra.com/sobre-apatia-e-o-efeito-espectador/ Em março de 1964 nos EUA 38 pessoas assistiram um homem perseguir uma mulher e a matar com facadas, ninguém fez nada para impedi-lo. Estudiosos começaram a analisar o caso e construíram um conceito para o fenômeno: o efeito espectador.
Quando um razoável número de pessoas assiste algo que choca automaticamente esperamos que o outro resolva. Esse é o efeito espectador. Impossível não fazer uma conexão com situações vividas em sociedade. As pessoas morrem de fome, reconhecemos o problema, discutimos sobre o assunto, mas não fazemos nada, deixamos o outro fazer.
No seriado Chaves não há espaço somente para o humor. Em um episódio onde o Professor Girafales, Dona Florinda e Kiko estão comendo biscoitos o Professor Girafales se surpreende pelo fato de Chaves não ter o que comer. Porém, Chaves também estava presente na casa de Dona Florinda, no entanto ninguém lhe deu um único biscoito somente discutiram a realidade da fome.
Na política adoramos criticar os parlamentares corruptos, mas na hora do voto o vendemos ou tratamos o voto como algo banal. Reclamamos da má prestação dos serviços públicos, do aumento dos preços, porém não estamos dispostos a fazer nada para mudar a situação, esperamos que alguém faça.
O efeito espectador contribui consideravelmente para que o estado intervenha cada vez mais na vida do cidadão, esperamos que o poder público resolva todos os nossos problemas, não temos capacidade de iniciativa, não usamos nossa inteligência para melhorar nossa qualidade de vida, esperamos que o outro, no caso, o estado faça.
Esse comportamento é alimentado desde criança, quem nunca teve vontade de perguntar ao professor se a aula ia terminar mais cedo ou se determinado assunto iria cair na prova e não perguntou esperou alguém perguntar?!
Capacidade de iniciativa não é fácil, mas o efeito espectador tem cura!