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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O efeito espectador

Li algo interessante nesse site http://www.contioutra.com/sobre-apatia-e-o-efeito-espectador/ Em março de 1964 nos EUA 38 pessoas assistiram um homem perseguir uma mulher e a matar com facadas, ninguém fez nada para impedi-lo. Estudiosos começaram a analisar o caso e construíram um conceito para o fenômeno: o efeito espectador. 

Quando um razoável número de pessoas assiste algo que choca automaticamente esperamos que o outro resolva. Esse é o efeito espectador. Impossível não fazer uma conexão com situações vividas em sociedade. As pessoas morrem de fome, reconhecemos o problema, discutimos sobre o assunto, mas não fazemos nada, deixamos o outro fazer. 

No seriado Chaves não há espaço somente para o humor. Em um episódio onde o Professor Girafales, Dona Florinda e Kiko estão comendo biscoitos o Professor Girafales se surpreende pelo fato de Chaves não ter o que comer. Porém, Chaves também estava presente na casa de Dona Florinda, no entanto ninguém lhe deu um único biscoito somente discutiram a realidade da fome. 

Na política adoramos criticar os parlamentares corruptos, mas na hora do voto o vendemos ou tratamos o voto como algo banal. Reclamamos da má prestação dos serviços públicos, do aumento dos preços, porém não estamos dispostos a fazer nada para mudar a situação, esperamos que alguém faça. 

O efeito espectador contribui consideravelmente para que o estado intervenha cada vez mais na vida do cidadão, esperamos que o poder público resolva todos os nossos problemas, não temos capacidade de iniciativa, não usamos nossa inteligência para melhorar nossa qualidade de vida, esperamos que o outro, no caso, o estado faça. 

Esse comportamento é alimentado desde criança, quem nunca teve vontade de perguntar ao professor se a aula ia terminar mais cedo ou se determinado assunto iria cair na prova e não perguntou esperou alguém perguntar?!  

Capacidade de iniciativa não é fácil, mas o efeito espectador tem cura!





quinta-feira, 9 de abril de 2015

Depressão

Doenças mentais são para os loucos, psiquiatra e psicólogo são médicos dos loucos. Essa ideia ignorante ainda perdura de forma intensa na sociedade. Nós procuramos ajuda quando cortamos um dedo do pé, mas ignoramos uma doença mental que ataca nosso organismo por inteiro. 

Seja forte. Você tem que se ajudar. Você não muda porque não quer. Você é egoísta. Enquanto milhares de pessoas sofrem no mundo, você sofre por besteiras. Nunca diga nenhuma dessas frases a quem está deprimido. Porém, é o que mais os deprimidos ouvem. 

Nossa mente é como uma memória de um computador, nós gravamos nossas experiências e o nosso cérebro usa esse padrão de reações a essas experiências e o aplica a experiências futuras. Esse processo pode durar a vida inteira. Quando uma criança ouve que ela não serve para nada a reação que ela terá se tornará um padrão para a sua vida inteira ela nunca se sentirá capaz de fazer nada, somente se algo mudar esse processo. 

A pessoa com depressão não pode simplesmente acionar um botão e mudar seu comportamento. Ela teria que ter um botão para mudar os mecanismos do seu cérebro para que ela interprete suas experiências de forma positiva e não sob um ângulo pessimista, depois disso ela reagiria diante de suas experiências presentes com esse novo conhecimento e não conforme o padrão de pensamento que ela alimentou durante toda a vida. 

Exigir de uma pessoa com depressão que ela se "levante", é como exigir de uma pessoa que foi criada em uma floresta sem a presença de seres humanos que ela se comporte como um ser humano. Essa pessoa não sabe que é um ser humano, nunca viu um. Mesmo quando visse demoraria um tempo para se adaptar. 

A depressão é como uma floresta onde nos escondemos. Nossas experiências de vida, visão de mundo, criação familiar formam o nosso perfil. É injusto exigir de um deprimido que ele reaja como se fosse "igual" a todo mundo. 

O psicólogo é indispensável porque sabe identificar os sintomas da depressão e auxiliar o enfermo no processo de "nadar contra a maré". Não sou psicólogo, o que escrevi aqui foram experiências que tive. A depressão é uma doença bastante complexa, o tratamento varia bastante. Meu alerta é para que não julguemos as pessoas, toda atitude de alguém tem um histórico psicólogico que não pode ser ignorado. Abaixo uma animação sobre os sintomas da depressão.



domingo, 5 de abril de 2015

Aparência X realidade

A aparência é muito valorizada em nossa sociedade. As pessoas cobram de você desde roupas adequadas a uma festa até mesmo expressões faciais que demonstrem simpatia. Porém, até que ponto a aparência se harmoniza com a realidade? 

Será que aquela pessoa que é sociável e sorrir para todo mundo, corresponde a o que ela é interiormente? 

Temos a mania de criarmos imagens preconcebidas das pessoas. Inconscientemente temos padrões de comportamento que definem em nossa mente determinados tipos de pessoas. Porém, o ser humano é tão complexo que um determinado tipo de comportamento não pode defini-lo de forma alguma. 

A escritora Jane Austen, autora de alguns títulos famosos como "Orgulho e preconceito" e "razão e sensibilidade" explora bem essa questão. 

A escritora viveu em uma sociedade onde a aparência e as boas relações eram praticamente um código de sobrevivência. No romance "Orgulho e Preconceito" Mr. Darcy, um dos personagens, tinha um problema de desajuste social, ou seja, ele não era comunicativo e muito menos sorridente, o que atraía antipatia a si. 

O tempo todo a autora explora as características desse personagem para enfatizar o contraste entre a sua aparência e o que ele realmente sentia. É claro, meu intuito não é criticar os extrovertidos e ao mesmo tempo determinar que quem é extrovertido não demonstra realmente os seus sentimentos, é só aparência. 

Quero enfatizar que a essência humana é muito rica e extremamente complexa. Estereótipos sociais não definem ninguém. Eu posso gostar de ler Dostoievski e ao mesmo tempo gostar de assistir desenhos infantis. Posso gostar de vestir roupas formais e gostar de bandas de rock. Qual o código de leis que me impedem de fazer isso? 

O código está na própria sociedade. As pessoas não puxam conversa para conhecer alguém, elas fazem praticamente uma avaliação psicossocial à distância e determina os interesses daquela pessoa. 

Hastag abaixo aos estereótipos!  Aquela pessoa "esquisita" e antissocial pode ser muito legal!  Esse link é de um vídeo bem interessante, se chama aparência X realidade. A imagem colorida representa aquilo que aparentamos para as pessoas. A imagem descolorida representa aquilo que sentimos. Perceba que no caso da criança, as imagens são iguais, porque será?

O vídeo tá na parte final da página, o link não tá errado rs.
http://www.contioutra.com/animacao-mostra-como-o-que-sentimos-pode-ser-diferente-que-demonstramos/

Sobre o blog

Acho que estou viciado em criar blogs. Prometo que esse vai permanecer como o blog os meus ouvidos abriste. Gosto muito de escrever, mas provavelmente não viverei da escrita. Pretendo escrever sobre tudo aquilo que me acrescenta culturalmente. O nome do blog veio aleatoriamente, vocês tem todo o direito de não gostarem. Parafraseando Machado de Assis: não achei melhor título para as minhas postagens; se não tiver outro daqui a alguns meses, vai este mesmo. Não vou tentar explicar exaustivamente o que é cultura. Posso dizer que é tudo aquilo que nos torna pessoas melhores, que estimula a nossa sensibilidade, que nos torna humanos no bom sentido. Cultura é ter autoestima, é valorizar-se tanto que não admitimos carregar o peso de ser melhor do que os outros. Não vou falar de mim, vocês me conhecerão através das postagens, certo?